domingo, novembro 12, 2017

Quando o jardim se une a piscina



Em diferentes regiões do país, na cidade, na praia ou na serra, paisagistas renomados concebem jardins com piscina que reforçam nossa identidade tropical e incorporam outras referências. Em comum, a ideia do lazer absoluto junto à natureza.


Com aura de hotel, por Daniel Nunes

A piscina, de 20 x 40 m, estava degradada. Coube ao paisagista Daniel Nunes pensar a reforma da área de lazer da fazenda de café próxima a Campinas, SP. “A ideia foi fazer a releitura de uma piscina de hotel, oferecendo a mesma gama de serviços e com os apoios à altura da sua escala”, sintetiza. Para combinar coma piscina enorme, o jardim estético, funcional. De um lado, gazebos em forma de cubo (estrutura de metal revestida de pele de cumaru) e chaises, e, de outro, canteiros trabalhados com topiaria. Há também um diálogo entre chaises, gazebos e bancos de cimento, amarelos, de desenho orgânico. “Uma homenagem às formas modernistas de arquitetura”, revela. Daniel preservou o quanto pôde as palmeiras nativas, acrescentando espécies como viburno, azaleia, íris, murta e pata-de-elefante. “Todas a uma distância considerável da piscina para não interferir na visão ampla da obra”, ressalvou.
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Versão praiana de paraíso, por Alex Hanazaki

É um jardim trabalhado há anos pelo paisagista Alex Hanazaki, hoje em meio à terceira reforma na casa de Ilhabela, no litoral paulista. “A aposta foi o tropicalismo, organizado com dedo oriental”, diz Alex. Entre as espécies, destaque para os pândanos, que servem de escultura na área de lazer, delimitando níveis – das piscinas e do deque de estar, com chaises para contemplar a paisagem. Alex projetou as piscinas de modo a aproveitar o declive do terreno – o spa está instalado acima do espelho-d’água, seguido pela piscina de 1,40 m de profundidade, todos revestidos de pastilha verde da atlas. Em outro patamar do jardim, próximo às pedras e ao mar, o deque com mesas parece servir de palco à ikebana natural, o chapéu-de-sol. “Deixei que o desnível de 8 m fosse camuflado pela natureza”, conta Hanazaki, que usou bromélias, costela-de-adão e palmeiras como “enfeite”.
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Europeu com viço tropical, por Gilberto Elkis

A casa de linhas portuguesas, na Chácara Flora, em São Paulo, necessitava de reparos – a piscina, elíptica, não contentava o cliente. Para dar conta do trabalho, entraram em cena o arquiteto Ugo di Pace e o paisagista Gilberto Elkis. A piscina se tornou retangular e revestida de cerâmica azul, por escolha de Ugo. Quanto à vegetação, já existiam árvores de todas as idades no terreno, caso das palmeiras de 10 m de altura e das espécies de um bosque, nos fundos. Elkis adaptou a exuberância tropical ao estilo inglês de paisagismo. Buxos trabalhados com topiaria embelezam as margens da piscina, enquanto a borda molhada, nas laterais, ganha canteiros de guaimbê. Lavandas florescem em vasos de barro e orquídeas, nos troncos das palmeiras. As chaises de ferro, com almofadas azuis, são também sugestão do paisagista.
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Recriar o rio e a mata, por Rodrigo Oliveira

O paisagista Rodrigo Oliveira está habituado a encarar os pedidos de Isay Weinfeld. Desta vez, ele quis que fosse criada uma “mata” ao lado do espelho-d’água, que deveria remeter a um leito de rio. Nesta casa do Morumbi, em São Paulo, Oliveira concebeu um jardim “que dá a impressão de não ter sido imposto pela mão do homem”. Monocromático, com o charme das folhas de desenhos e texturas diferentes, tem parede formada de palmeira, manacá-da-serra, cássia-javanesa e quaresmeira, entre outras. “As plantas crescem e criam sombra sobre a piscina, intensificando o clima de mata”, diz. Revestida de pastilhas da Vidrotil, a piscina conta com deque e ofurô. Margeada por grama-esmeralda, apresenta um caminho de pedra caverna, referência ao conceito de “rio”. Em todo o terreno em declive, repetem-se as espécies tropicais, afora o bambuzal de 12 m de altura.
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No tom da Bahia, por Alex Sá Gomes

É um prazer para o baiano Alex Sá Gomes fazer parceria com o conterrâneo David Bastos. “A arquitetura dele valoriza o trabalho do paisagista”, diz. Esta casa em Trancoso, BA, retrata esse entrosamento: arquitetura e paisagismo conversam segundo o “estilo tropical da Bahia, que aproveita as espécies nativas, como a palmeira-jerivá e a helicônia, e emprega a paisagem do entorno, caso da aroeira”. Neste projeto, grandes extensões do terreno (são 2 mil m² de jardins) mantêm-se limpas. A piscina, que Bastos desenhou de forma retangular, ganhou deque de cumaru e área de hidromassagem e sugeriu ambientações a Sá Gomes. É o caso da área destinada ao chuveiro, com cicas em vasos de terracota – em Trancoso, há muito sol e chuva para a saúde do jardim.
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Sobre a metrópole, por Luiz Carlos Orsini

O trabalho paisagístico, na cobertura de 300 m² da Vila Nova Conceição, em São Paulo, ficou pronto no final de 2012. “Existia um jardim ‘vencido’, daí ter sido deitado abaixo”, conta o paisagista Luiz Carlos Orsini. O desejo do proprietário era ter uma área verde com apelo tropical. “Com folhagem, capaz de preservar a intimidade”, detalha. Em acordo como arquiteto Roberto Migotto (que assina a renovação interna e externa do imóvel, caso do projeto da piscina com spa), o paisagista criou a parede verde de 70 m² na lateral da piscina, com liríopes, trepadeira falsa-vinha e aspargos. Instalou ainda, em um canto dela, o espelho escuro que reflete o skyline. Dracenas arbóreas “camuflam” os prédios próximos, enquanto filodendros-xanadu margeiam a parede verde, contraponto ao preto do deque. Espaço surpreendente, no 20º andar.
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Moldura para o verde da serra, por Daniela Infante

O casal com filhos queria um generoso gramado em torno da piscina e um jardim contemporâneo nesta casa em Itaipava, na Serra dos Órgãos, RJ. “Dei preferência ao verde em lugar da cor, com espécies de fácil manutenção ao longo do ano”, salienta Daniela Infante, responsável pelo projeto paisagístico. Casa e piscina (revestida de pastilhas da Vidrotil e rodeada de placas de granito) são obras de Miguel Pinto Guimarães, arquiteto que explorou o terreno íngreme, implantando nos fundos a área de múltiplas funções a quase mil metros de altura. “Só a piscina está em uma laje 12 m acima do nível da terra, o que dá a sensação de proximidade das copas das árvores”, diz Daniela. A paisagista soube fazer da vegetação serrana a principal estrela ao acrescentar estrelítzias e dianelas, afora o pândano central.
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Entre o descanso e o movimento, por Marcelo Belloto

Há um quê de onírico neste jardim em Camburi, litoral norte paulista, acentuado pelo cortinado de voile que adorna as áreas de descanso sobre tablados, duas voltadas para a praia e uma no espaço da piscina. Tudo o que aqui se destaca é criação de Marcelo Bellotto, que se entende um “arquiteto de exteriores capaz de determinar o layout da piscina, as áreas de circulação e lazer, os jardins etc.”, como se descreve. Deste endereço, pertencente a um hotel, ele reconstruiu a paisagem nativa no terreno de ligeiro declive com coqueiros, helicônias, jasmim-manga e chapéus-de-sol, a caminho da praia. Criou opções de bem-estar, propondo ora relaxamento, com os tais bangalôs, ora movimento, por meio de piscinas de diferentes profundidades. Desenvolveu, ainda, materiais de textura e coloração adequadas ao projeto, caso do piso de concreto que recorta a grama-esmeralda.

*Matéria publicada em Casa Vogue #328

sexta-feira, novembro 10, 2017

Luz em foco: 16 estilos de iluminação em um duplex


1- Logo na entrada do apartamento, um ambiente de estar com quatro poltronas recepciona os visitantes. Como o pé-direito é duplo, os arquitetos sugeriram uma bela e volumosa luminária de piso (Micasa): “Ela também é alta, mas fica na escala das pessoas, ajudando a trazer aconchego e eliminando a sensação opressiva da altura do teto”. 



2- Ao fundo, o home theater tem iluminação no rebaixo do forro preparada para destacar as obras de arte. Lá, vê-se uma tela iluminada por duas lâmpadas dicroicas com facho de luz reduzido e bem marcado.


 3- Ao lado da escada, a persiana automatizada tem o mecanismo escondido numa caixa de gesso rebaixada. Ali, voltado para a persiana, um rasgo oculta lâmpadas xenon (La Lampe), que emitem uma luz suave e geral

Vista geral da grande sala de estar iluminada. Os móveis são da Micasa, objetos da Benedixt e Firma Casa. Na foto ao lado, persiana do tipo rolo da Luxaflex (Arthur Decorações).


Vista geral da grande sala de estar iluminada. Os móveis são da Micasa, objetos da Benedixt e Firma Casa. Na foto ao lado, persiana do tipo rolo da Luxaflex (Arthur Decorações).


14- No quarto, a estante Treme -Treme abriga lembranças de viagem. Para a moradora visualizar as peças com conforto, os arquitetos optaram por instalar lâmpadas AR 70 em um rasgo no forro, à frente da estante. “Assim, evita-se o efeito chapado sobre os objetos”, diz o arquiteto Thiago.

15- A moça gosta de bastante espaço livre sobre as mesinhas de cabeceira, por isso, a solução veio na forma dos pendentes Bubbles Cigar, do designer George Nelson (Dominici). “Além disso, eles garantem um charme extra”, fala o arquiteto Thiago. 




16- Quando a moradora quer uma luz mais aconchegante e intimista, ela precisa apenas da luminosidade suave proporcionada pelas lâmpadas xenon embutidas num nicho da caixa de marcenaria que emoldura a cabeceira da cama.



12– Para o banheiro da proprietária, os arquitetos projetaram um rebaixo no forro sobre a banheira que serve a dois propósitos. Ali, embutiram duas lâmpadas dicroicas com filtro azul . “Segundo a cromoterapia, é uma luz relaxante”, explica o arquiteto Thiago. 



13–O nicho que se formou no rebaixo de gesso leva lâmpadas T5 (La Lampe), que têm uma luz mais fria, mas com boa iluminação difusa. “Elas iluminam todo o ambiente. Além disso, são econômicas”, diz o arquiteto. No banheiro, abaixo, piso e paredes com mármore pigués. No quarto, roupa de cama da Trousseau e almofadas da Missoni.


Vista de cima da piscina iluminada. A banheira é Smarthydro (I-House).
 10- Uma das suítes do andar superior foi transformada num escritório para a moradora. Ela, que é advogada, concentra ali seus livros jurídicos. Por isso, o local ganhou grandes estantes fechadas por portas de vidro. As luminárias wall washer embutidas no forro levam lâmpadas halopin, que direcionam a luz para a estante.



11– No escritório, a moça também lê e escreve. Como precisava de uma luz focada para trabalhar, os profissionais sugeriram a clássica luminária articulada Tolomeo, com cúpula de pergaminho (La Lampe). As estantes são da Ornare. Já a mesa da Adresse e a cadeira da Kartell foram compradas na Toque da Casa.

 9- Instaladas na curva que o painel faz sobre a parede do mezanino, duas lâmpadas PAR 20 (La Lampe) . “Elas dão destaque ao papel de parede, que se assemelha a uma superfície de areia”, diz o arquiteto Thiago. Acima do balcão, papel de parede Mica Expandida (Wallpaper). Os móveis são da Micasa.
 7- Na sala de jantar, os arquitetos capricharam nos detalhes de iluminação. É que aqui, um grande painel de MDF revestido de folhas de freijó delimita o ambiente e é um elemento dominante na decoração. Nas extremidades do painel, três lâmpadas embutidas AR 48. “Elas são densas, bem focadas. Em um lado, iluminam o painel e, no outro, o foco é sobre o balcão”, explica o arquiteto.

8- Para contrastar com o tom escuro da madeira, foi usado mobiliário totalmente branco. Sobre a mesa, duas luminárias de acrílico Miss K, assinadas por Philippe Starck (Dominici). O painel de madeira foi executado pela Marupá Móveis.

 Próximo à entrada, o bar tem lâmpadas minidicroicas Trend (La Lampe) embutidas no forro. O móvel, com portas camarão, se assemelha a uma cristaleira. “A luz se reflete nas prateleiras de vidro e produz um brilho interessante”, diz o arquiteto.


A planta do living mostra os pontos de iluminação detalhados: “Para facilitar o controle, eles estão automatizados e podem ser acionados ainda na garagem do prédio. 

Outra etapa do projeto envolverá a programação desses pontos em circuitos de forma que alguns deles funcionem juntos, em cenas preestabelecidas”, explica o arquiteto Thiago. por isso, a solução veio na forma dos pendentes Bubbles Cigar, do designer George Nelson (Dominici). “Além disso, eles garantem um charme extra”, fala o arquiteto Thiago.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Captação de luz - pele com sistema pivotante


Edificio em Melbourne possui pele com sistema pivotante para melhor captação de luz



Nesses dias frios do hemisfério sul, ouço brasileiros reclamando de edificações frias e pouco confortáveis termicamente. Pior do que isso é que no verão a reclamação é oposta: ambientes superaquecidos e pouco ventilados. Quem sofre com esse mesmo desconforto são os Australianos - com cidades em meio ao deserto, em que, durante o dia, as temperaturas chegam a 40˚C e, à noite, caem próximo a zero. Para combater esse problema que o Sean Godsell Architects idealizou a fachada térmica do RMIT Design Hub, edifício comercial localizado em um dos pontos mais importantes de Melbourne.

Entre as estratégias de gestão de energia e melhoria de eficiência, está sua pele dupla - feita, internamente, por vidros duplos, e, externamente, por discos de vidro jateado pivotante. Essa segunda camada possui sistema automatizado de captação de luz solar e de umidade - que cria um sistema de refrigeração natural em todo o interior do edifício. Esse sistema, que possui células com capacidade evolutiva, pode ainda, a longo prazo, gerar eletricidade suficiente para executar todo o edifício.

Eles – e nós também – estão ansiosos pela próxima temporada de sol.







Fonte: Casa Vogue

terça-feira, outubro 10, 2017

Quarto Infantil



Crianças adoram tudo o que é diferente e vibrante. Foi pensando em gêmeos de 7 anos que as designers de interiores Nilza Alves e Rita Diniz criaram esse dormitório. 

A temática foi inspirada no universo dos pequenos: robôs estampam o papel de parede e as almofadas enquanto a estante de brinquedos serve de espaço para os heróis dos quadrinhos. 

E como diversão nunca é demais para garotos, a cartela de cores é vibrante e o espaço é cheio de detalhes a serem desvendados. Para completar, uma das camas foi feita em forma de beliche e a outra se integra ao sofá que fica na frente da TV. Difícil vai ser decidir quem dorme no alto e quem fica mais perto dos jogos.

Fonte: Casa Vogue

terça-feira, agosto 22, 2017

Arquitetura industrial








A arquitetura das indústrias americanas foi muito importante para o desenvolvimento do estilo industrial, seguindo traços rústicos e, ao mesmo tempo, modernos.


As características do estilo tendem a transmitir conceitos mais rígidos e aparentemente menos aconchegantes. Por isso, muitas vezes pode ser difícil encontrar o equilíbrio entre a estética industrial e a elegância.

Porém, vale a pena apostar na tendência para alcançar o visual industrial chique e construir espaços charmosos e contemporâneos.

Pensando nisso, separamos as principais características que podem ser aproveitadas,

O estilo industrial



A tendência urbana começou no meio do século XX, por volta de 1950. A cidade de Nova York foi o palco para a expansão do estilo industrial, que surgiu com o aproveitamento das instalações de fábricas, galpões e garagens.

A estrutura rígida das construções também era bruta, isto é, sem revestimentos e com as instalações elétricas e hidráulicas aparentes, contrastando com o visual protegido e acomodado do interior das estruturas residenciais e comerciais mais tradicionais.

A proposta era, justamente, empregar tais espaços em uma nova modalidade de moradia: os lofts. As estruturas amplas permitem espaços integrados e com ar moderno, fora do padrão.
Características marcantes

O estilo pode ser reproduzido de várias maneiras, permitindo inúmeras releituras e podendo ser adotado em todos os ambientes de uma residência, por exemplo — sem contar com as aplicações em edifícios comerciais e escritórios.

O industrial transita entre o estilo clássico antigo (com o uso de tecidos e modelos de móveis tradicionais), as mobílias mais rústicas (inspiradas do estilo country e próprio das indústrias norte-americanas), e os elementos modernos (coloridos e metalizados em desenhos geométricos e arrojados, trazidos do cotidiano urbano).

Em termos gerais, podemos destacar a exploração de plantas livres e a criação de espaços totalmente integrados, a aplicação de revestimentos tradicionais e rústicos, como tijolos, concreto e acabamentos naturais.

Também fazem sucesso as tubulações aparentes, citadas anteriormente, em combinação com o piso em concreto, madeira ou cimento queimado. Mantendo a estética industrial, as janelas e portas permanecem grandes e amplas, feitas de materiais como ferro, madeira e vidro, valorizando a luz natural e a iluminação do espaço.

A decoração fica por conta de promover o ar vintage com móveis em madeira e metal, além de elementos utilizados nas fábricas, como luminárias pendentes, luminárias em trilhos, estantes de aço, baús, barris, cordas e caixotes ou pallets.


Dicas e inspirações

A estética diferenciada pode se tornar um desafio quando consideramos a elaboração de espaços práticos e elegantes. Confira as dicas para alcançar a harmonia entre o estilo, a funcionalidade e a beleza do espaço:

1. Minimalismo + Industrial

O minimalismo é reconhecido mundialmente como um estilo clean que promove a redução dos artigos de decoração e a valorização dos detalhes, que guia também o design simplificado de algumas peças.

Aliando os princípios da arquitetura minimalista e as características industriais, invista em poucos móveis do estilo, selecionando aqueles que realmente fazem a diferença e garantem o charme.

Com o lema “menos é mais”, o ambiente não fica carregado com muitas informações, apresentando mais suavidade e sofisticação. Não se esqueça de valorizar móveis funcionais e versáteis.



2.0 High-low

Derivada do mundo da moda, a decoração high-low mistura e equilibra artigos de alto valor agregado com itens comuns e acessíveis, muitas vezes antigos ou garimpados.

Essa contraposição pode ser utilizada para garantir a sofisticação em ambientes industriais. Isto é, a harmonização entre as peças industriais e os elementos mais rebuscados e finos adapta o estilo à decoração cotidiana e mais elaborada.

Os ambientes que apostam no charme do contraste também aproveitam peças que combinariam melhor em outro contexto, mas que se tornam notáveis quando misturadas. Esse efeito pode ser criado com a oposição dos itens decorativos e a aparência crua do espaço.

Mas é preciso ter cuidado para assegurar que as peças conversem entre si e para não exagerar na quantidade de itens.

3. Trabalhe com materiais variados

Seguindo a variedade do high-low, a aplicação de diferentes materiais pode garantir um toque a mais de sofisticação e de bom gosto.

Entre os materiais mais utilizados no estilo, destacam-se os tecidos como a sarja e o couro, que apresentam estruturas mais sólidas e resistentes. Os móveis, em geral, são de ferro e de madeira, mas, para variar, podem ser de aço corten e inox. Eles também apresentam características mais despojadas, ou seja, superfícies desgastadas e mais antigas.

Você pode acrescentar uma variedade de materiais — como tipos de vidro, amadeirados, tecidos de pelos sintéticos, plástico, cortiça e cobre —, a fim de ampliar as sensações e personalizar o espaço.

Para aproveitar bem os materiais, o legal é investir em alguns móveis com desenhos diferenciados e arrojados, fugindo dos modelos mais simples.

Outra dica é construir o espaço com móveis que não tragam um aspecto muito pesado. Os mais indicados têm design reto, com traços geométricos ou formatos clássicos.
4. Invista nos revestimentos para piso

A decoração sozinha pode não cumprir o papel de transformar o ambiente, por isso, a escolha dos revestimentos tem importante papel na composição do espaço.

O estilo industrial exige pisos com visual mais simples e inacabado. Mas, para garantir mais conforto, o mercado oferece diversos materiais que reproduzem as características visuais comuns da alvenaria, como cimento e tijolos, e que ainda trazem maior durabilidade e segurança.

Os pisos dos ambientes fabris tendem a ser de cimento queimado ou de madeira. Esses dois materiais são facilmente simulados em peças de porcelanato.

O porcelanato amadeirado, inclusive, pode reproduzir uma infinidade de espécies naturais de madeira em formatos de tábuas ou em peças quadradas, e é vantajoso por ser muito mais durável e apresentar alto desempenho.

Para os porcelanatos que reproduzem concreto e cimento queimado, aposte em linhas e materiais que façam uma releitura do estilo aplicado nos anos 60, por exemplo, de forma mais natural e moderna — com nuances e relevos mais suaves e, ao mesmo tempo, característicos do concreto.

O porcelanato é tão versátil que pode reproduzir, também, pedras nobres e materiais metálicos, além de poder ser aplicado em paredes, áreas externas e bancadas (de acordo com as indicações do fabricante).


5. Destaque para as paredes

Tão importantes quanto o piso, as paredes com revestimentos podem mudar o ambiente e fazer a diferença. Apesar de o estilo industrial pedir materiais com aspecto inacabado, as paredes, assim como os pisos, podem aparecer de diferentes maneiras e ainda, garantir a beleza fabril.

Além disso, é possível aplicar revestimentos como tijolos e pastilhas em formatos de blocos ou mesmo não revestir, aproveitando a própria estrutura da construção.

As paredes são espaço para expor obras de arte, peças de decoração e luminárias, que também reforçam o estilo e podem conferir mais elegância. Capriche nesse aspecto!
6. Cores para harmonizar o ambiente

A paleta de cores do estilo industrial conta com colorações e tons neutros, os mais comuns são: branco, cinza, marrom, preto, gelo e bege. Todas essas cores combinam entre si e transmitem a elegância e a sobriedade desejadas. Entretanto, podem deixar o ambiente um pouco sem vida.

Complete o espaço com cores vivas — que podem ser pontos de luz — a fim de conferir personalidade.

Viu como o estilo industrial pode ser chique e elegante? 

terça-feira, agosto 01, 2017

Loft


 Hoje vou falar do meu sonho de consumo que é morar em um LOFT. 



Um loft (palavra que significa "depósito" ou "sótão" em inglês), é um tipo de apartamento  criado a partir da compartimentação de um grande espaço coberto, sem divisórias.

 Os lofts têm projetos arquitetônicos inspirados no estilo de morar que nasceu em Nova York na década de 1970. Lá, velhos galpões e armazéns de edifícios foram reformados para servir de moradia para profissionais liberais, artistas, publicitários e executivos.


Os lofts de Nova York eram conhecidos por não terem paredes dividindo os ambientes, pelos mezaninos de madeira ou ferro e seus grandes elevadores de carga, além de pés-direitos altos e grandes janelas. Os espaços foram concebidos com inspiração nos lofts criados pelo arquiteto francês Le Corbusier, na década de 1920. Com inspiração nos antigos estúdios de Paris.
No Brásil na década passada depois que o mercado de flats se consolidou na ocupação, a leva de executivos cada vez mais jovens que deixavam a casa dos pais para morar sozinho incentivou novos segmentos imobiliários no País. Agora, ele cresce a passos largos.

O primeiro loft construído no Brasil foi o empreendimento São Paulo I, da Stan, localizado no bairro do Morumbi. Aqui exatamente como nos Estados Unidos, os lofts são construídos apenas em bairros nobres de São Paulo, entre eles, Itaim, Morumbi, Vila Madalena, Jardins, Vila Nova Conceição e Alto de Pinheiros.

Loft e open-space


O conceito de loft (que frequentemente confundimos com o de simples open-space) está associado à altura dos tectos. Loft é um espaço aberto com um pé-direito generoso que, por norma, inclui um entrepiso ou mezanino. Embora existam lofts projectados de raiz, a maior parte resulta do aproveitamento de construções antigas cuja função original não era a habitação, como acontece na emblemática fábrica das lâmpadas em Lisboa.












segunda-feira, julho 31, 2017

Porcelanato Líquido e Piso 3D







O porcelanato líquido, também conhecido como piso epóxi, vem conquistando um espaço cada vez maior nos projetos arquitetônicos e de decoração brasileiros.

Suas duas principais características são o altíssimo grau de brilho e a ausência de emendas: seu acabamento é perfeitamente liso.

Apesar de já ser utilizado há mais tempo em ambientes públicos, institucionais e comerciais (lojas, hospitais, indústrias, cozinhas, quadras esportivas, etc) ele agora começa a ser utilizado em residências de alta classe.

Isso acontece porque os fornecedores requerem aplicação mínima de 100 metros quadrados, o que em geral caracteriza imóveis mais caros e extensos.

No entanto com a rápida popularidade do piso epóxi a tendência é que a exigência de metragem mínima caia, assim como os preços.




Como Funciona o Piso Epóxi ou Porcelanato Líquido


O piso epóxi monolítico não apresenta rejuntes

O porcelanato líquido é um sistema de impermeabilização e acabamento para pisos. Trata-se de uma resina à base de plástico termofixo – ou seja, ele endurece quando adicionado a outros agentes químicos, formando a camada do revestimento epóxi.

Essa manta líquida é aplicada sobre o piso já existente, conferindo atributos de uniformidade, brilho e impermeabilização.

O piso epóxi pode ser: 

Multilayer, ou monolítico: não apresenta rejuntes, trincas ou emendas;

Decorativo: com estampas, padrões, cores e desenhos. Aqui entra a variação 3D e 3D líquido;

Espatulado: muito usado pelas indústrias, pois é resistente a grandes pesos, tráfego excessivo, arraste e produtos químicos;

Auto Nivelante: não possui juntas de dilatação. Indicado para áreas de alto tráfego;

Poliuretano: indicado para áreas internas e externas com bastante circulação. Resistente a raios UV.


É muito importante não confundir o piso epóxi (ou revestimento epóxi) com a tinta epóxi: o primeiro é mais espesso e resistente.

Vantagens do Porcelanato Líquido


Por não possuir rejunte, o porcelanato líquido confere maior uniformidade ao ambiente; somado ao seu alto brilho, o efeito final é bastante leve e sofisticado.

A impressão é a de que o cômodo é mais amplo – sem contar com o fato de que a ausência de emendas evita o acúmulo de sujeiras e fungos.

O piso epóxi é de fácil manutenção, além de ser bastante resistente e durável.

Pode ser aplicado sobre contra-pisos, pisos frios ou até mesmo de madeira. Para isso, a superfície não precisa ser totalmente lisa.

Para conseguir um efeito perfeito do porcelanato líquido para o piso da sua loja ou residência, não dispense a participação de um arquiteto ou decorador.


Porcelanato 3D líquido.


A última moda em porcelanato líquido decorado é o piso 3D líquido.

Conhecido internacionalmente como 3D liquid flooring (ou piso líquido em 3D), ele é caracterizado por imagens hiperrealistas do fundo do mar, como golfinhos, corais, tartarugas marinhas, peixes, tubarões, ondas e areia.

A impressão é a de que se está caminhando sobre a água.

A técnica foi inventada em Dubai, Emirados Árabes, a partir de uma impressora especial capaz de reproduzir em grande escala o desenho escolhido.

Após instalar a ilustração no piso ou parede, aplica-se a resina de porcelanato líquido e um verniz, que só aumentam o efeito líquido.


Porcelanato líquido decorado



A limpeza do dia-a-dia deve ser feita com detergentes neutros. Não use abrasivos.

A primeira limpeza deve ser feita 24 horas após a instalação.

Faça revisões dentro da periodicidade recomendada pelo fornecedor. O desgaste natural do piso pode exigir uma nova aplicação na área.

Evite arrastar móveis e objetos pesados sobre o piso epóxi: ele pode trincar. Proteja os pés com adesivos de feltro para esse fim.

Se o piso trincar, isole o ponto danificado, recolha o material lascado e solicite a visita de empresas especializada.

Fonte de referência: Masterplate – especializada em pisos epoxis, resinados e de concreto polido.